Na apresentação da máquina, na semana passada, no IST, Pedro Lima, do Instituto de Sistemas e Robótica, do Técnico, garantiu que o robô será um parceiro fundamental dos bombeiros. "Um prédio cai, e o RAPOSA vai para o terreno para ver se há sobreviventes, transmitindo através dos seus sensores todas as informações ao operador. Um bombeiro demora mais tempo porque pode também correr perigo", explicou o investigador.
O RAPOSA foi concebido para actuar em ambientes tóxicos, de fraca visibilidade e irrespiráveis, como os escombros de um prédio. Com as medidas perfeitas para poder aceder a espaços pequenos, o robô está equipado com duas webcam, ligação com e sem cabo, câmara térmica, sensores de inclinação, humidade, temperatura e gases nocivos, e envia informações ao operador através do computador de bordo.
Depois de vários testes, que decorreram na Escola do Regimento de Sapadores dos Bombeiros, em Chelas, Isabel Ribeiro garantiu que o RAPOSA já pode ser usado num cenário real de desastre. "Vamos melhorá-lo, queremos instalar um microfone para que se ouça a vítima, mas já está em condições de ajudar". No fim da apresentação, houve alguma dificuldade em pôr o RAPOSA a funcionar, mas Isabel Ribeiro não se mostrou preocupada. "As máquinas também podem falhar, não são só os homens".
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(Fredrick Marsh)
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